No ar desde 13 de abril de 2004
Ano VII
versão 7.1

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FECHADO


© James W. Porter/Corbis

O Aleateorias está em novo endereço:
http://aleateorias2.blogspot.com



Escrito por Makoto® às 01:19:05

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BURNOUT


© Images.com/Corbis

Esgotado. É assim que me sinto nos últimos dias. Acho que o momento mais duro da crise já passou. Não choro mais todas as noites, a saudade ainda aperta, mas não mais como se o coração estivesse tentando escapar do peito. Eu pensava que a única sensação física de vazio que uma pessoa realmente podia ter era a do estômago. Descobri, do pior jeito, que o coração realmente sente a dor da ausência.

Não é novidade para ninguém que, nos últimos anos, as férias só têm sido suficientes para eu me recuperar do excesso de cansaço. Há anos que não sei o que é realmente voltar inteiro das férias. A sensação de cansaço é pior a cada ano. Para complicar mais, este ano vou terminar as férias esmagado emocionalmente. Posso ter passado pelo momento mais difícil da crise, mas ainda não sei dizer se comecei a me recuperar ou se só estou caindo num ritmo mais lento. De qualquer modo, não acho que vou conseguir agüentar uma correria como a do ano passado.

Tenho dormido bastante por esses dias, até porque não tenho muito mais o que fazer. Dormir ajuda a descansar, mas nunca foi o suficiente. Agora, então, menos ainda. Preciso de alguma atividade física que me deixe esgotado. E só correr ou caminhar não adianta, porque minha cabeça continua funcionando. Preciso de uma atividade física que também exija foco mental, algo que não me deixe pensar em mais nada enquanto estiver lá. Preciso de uma bola, uma quadra, gente para jogar qualquer coisa intensa (algo como futebol ou basquete, de preferência basquete).

Estou tão esgotado que não consigo nem pensar no que quero escrever. Vou parar por aqui hoje.



Escrito por Makoto® às 21:56:04

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QUANDO AS PALAVRAS NÃO RESOLVEM III

A grande diferença em relação à música é que tudo me faz lembrar você.



Escrito por Makoto® às 22:32:03

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TRON: O LEGADO (Tron: Legacy) (EUA) (2010)

Kevin Flynn (Jeff Bridges), o gênio por trás de uma grande companhia de tecnologia, desaparece por 12 anos. Já adulto, Sam (Garrett Hedlun), seu filho, não quer assumir a empresa e se dedica a sabotar os interesses puramente econômicos dos executivos e acionistas. Uma misteriosa mensagem enviada do antigo fliperama de seu pai leva Sam até um laboratório secreto, onde uma máquina o transporta para dentro de uma sofisticada rede de computadores. Agora, ele precisa lutar para salvar a si mesmo, seu pai e o mundo da ameaça de Clu (Jeff Bridges de novo), uma espécie de clone digital de seu pai.

Seqüência de Tron: Uma odisséia eletrônica (1982), o filme divide opiniões. A verdade é que é um bom filme para quem quer apenas se divertir e não pensar muito por algo em torno de duas horas. As atuações são de razoáveis para boas. O experiente Jeff Bridges está seguro na tarefa de interpretar duas personagens tão opostas. A belíssima Olivia Wilde interpreta Quorra, a última representante do que pode ser definido como uma espécie digitorgânica (pelo que entendi, os ISOs seriam programas cujo algoritmo se estrutura como o DNA), ao mesmo tempo inocente e mortífera. Se considerarmos a complexidade da definição da personagem, inclusive sua natureza, acho que o resultado seria mesmo aquilo que se vê na tela. O visual é muito bom, bem melhor do que o do primeiro filme (quase 30 anos de avanço tecnológico tornam isso obrigatório), mas ainda com um  agradável ar retrô (pelo menos os fãs do antigo filme vão gostar). Outra virtude é ser um dos poucos filmes pensados para a projeção em 3D (embora isso ainda me dê uma bela dor-de-cabeça). A trilha sonora, puxada pela dupla Daft Punk, não chega a ajudar a contar a história e também não vai ficar na lembrança, mas se encaixa bem no conjunto.

Também existem defeitos. O mais lamentável deles é o desperdício de personagens potencialmente bons, como Sam — um grande problema, já que é o protagonista — e Castor/Zuse (Michael Sheen), que virou uma cópia ruim do Charada (Jim Carrey) em Batman eternamente. Não conheço os atores o suficiente para dizer se o problema é deles ou do roteiro. Então, vou ficar com o segundo caso, ao menos até ver outra coisa deles. Me parece ser o caso mais provável, já que ele cai nos mais variados clichês.

Resumindo, não é um filme imperdível, mas, se você não tem grandes expectativas e gosta de ação e efeitos especiais, vai se divertir. Eu daria duas estrelas. A terceira entrou por conta do saudosismo. E eu gostaria de ter uma roupa daquelas. Seria legal para todas aquelas tecnobaladas que eu nunca vou.



Escrito por Makoto® às 04:12:53

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QUANDO AS PALAVRAS NÃO RESOLVEM II


Aos poucos, bem aos poucos, a cabeça começa a voltar ao lugar. O coração ainda precisa de um tempo, mas tudo vai se resolver no final. E o que vai ficar é a certeza de que pode ter sido só um sonho, mas foi  um sonho muito bom. Eu te amo e sempre vou te amar, mesmo que isso venha a ter um sentido diferente no futuro.


Escrito por Makoto® às 00:27:42

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QUANDO AS PALAVRAS NÃO RESOLVEM



Escrito por Makoto® às 01:57:43

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O PRIMEIRO DIA


© Debbie Huey/Corbis

Definitivamente, o ano não começou como eu esperava. Se o começo é uma amostra do que ainda vem pela frente, não quero que o resto do ano venha. O problema é que o tempo tem essa maldita característica chamada inevitabilidade. Por mais que os físicos venham discutindo outras possibilidades sobre o tempo nos últimos 40 anos, o efeito dele sobre nós continua absoluto. O resto do ano virá, assim como o resto da vida, que ninguém sabe quanto será. Ou como.

Esse foi o primeiro dia do resto da minha vida. Todos são, mas esse foi simbolicamente importante e não no sentido positivo — talvez eu mude de idéia quanto a isso no futuro, mas, de novo, é uma questão de tempo. Anna e eu completaríamos hoje (já passou da meia-noite) 7 anos e 5 meses juntos. Quem lê o blog há mais tempo acompanhou parte dessa longa trajetória — longa para os padrões contemporâneos, mas de modo algum longa o bastante para mim. Ontem (na verdade, anteontem), depois de arrastar as coisas por quase dois anos, finalmente encarei a verdade: não estava mais dando certo. Anna já estava consciente disso antes, tentou terminar 3 vezes e nas 3 vezes fiz com que ela nos desse mais tempo. Mas não teve jeito. Ela estava infeliz, eu também, ainda que por razões diferentes. Tentamos, nos esforçamos de verdade, mas não deu. Decidimos terminar o namoro, seguir a vida e ver aonde ela nos leva. Sem briga, sem raiva, sem rancor, sem remorso. Só muita tristeza.

Não tive muitos relacionamentos antes e apenas dois deles podiam ser considerados sérios. Já estive dos dois lados: fui chutado, dei o chute, desfecho complicado de relações turbulentas e que deixaram marcas daquelas que demoram para passar. Sempre imaginei que, se um dia houvesse um rompimento entre mim e Anna, seria por causa da minha personalidade caótica ou do gênio difícil dela. Terminar em paz, sem querer realmente terminar, não é só estranho. É desorientador. Eu saberia lidar melhor com a situação se um dos lados estivesse com raiva, se um dos lados se sentisse enganado ou se um dos dois tivesse realmente feito algo para quebrar a confiança. Se alguém me dissesse que é possível alguém deixar a pessoa amada porque não consegue suportar a idéia de ser parte do motivo da infelicidade dela, eu certamente diria que isso é um gesto nobre, mas absurdo. Eu sempre acreditei que duas pessoas que realmente se amam conseguem superar todas as dificuldades, inclusive as que elas mesmo criam, para ficarem juntas no final. E eu nem gosto de filmes românticos! (Ter crescido nos anos 80, aos cuidados da babá eletrônica e sua Sessão da Tarde certamente tem alguma influência aqui).

Esses 2 últimos anos foram duros: deixamos que a rotina se tornasse essa coisa sem muita perspectiva, nos acostumamos demais, nos acomodamos demais (e nisso eu errei muito mais do que ela). O casamento, teoricamente o próximo passo, não resolveria isso. Fomos um casal tão estranho que passamos pela crise do casamento desaquecido antes de casar! Aquela sensação mágica e inebriante deu lugar ao marasmo, à monotonia. A relação se tornou um peso. É claro que muita coisa boa aconteceu nesses 2 anos, mas não foram suficientes para trazer de volta à vida um namoro que já estava sobrevivendo ligado a aparelhos. Então, tomamos a decisão: não faz sentido continuarmos insistindo e sofrendo. Terminar bem, sem brigas, sabendo que todo o tempo e todo o esforço não foram inúteis, que nós realmente tentamos fazer o que era possível e que honramos de verdade aquele compromisso que tínhamos assumido de construir algo juntos. Me parece um bom final, ainda que não seja exatamente feliz.

Anna e eu continuamos amigos, bons amigos. Mas precisamos de um tempo longe, eu muito mais do que ela. Isso certamente bagunça o que tínhamos planejado para as férias, mas não acho que terei força para ficar do lado dela agora. Os amigos têm apoiado, eles sabem como é difícil para mim. Alguns estão tão tristes que parecem sentir o que sinto agora. Ainda preciso falar com meus pais. Eles gostam muito dela. Eles sabem que me tornei uma pessoa melhor por causa dela (mais uma razão que me obriga a ser grato pelo tempo que estivemos juntos, mesmo que tenha acabado). Comunicar o fim do namoro vai ser quase como anunciar um divórcio. Pelo menos é assim que eu imagino que deve ser.

Por formação e por vocação, sou um contador de histórias. A coisa mais complicada quando se conta uma história é saber se o que terminamos de contar é o fim de um capítulo ou de uma história. Não sei o que vai acontecer daqui pra frente, o que as próximas páginas do livro da minha vida reservam. Não sei se nossa história juntos terminou ou se é um novo capítulo que começa. Eu realmente quero que não seja o fim, que seja só um momento de tensão para que as coisas não fiquem entediantes. Ainda espero encontrar aquilo que nos faltou.

No meio de tantas dúvidas que agora me afligem, eu pelo menos tenho a certeza de que encontrei alguém realmente especial e que fui feliz de verdade com ela. E que o tempo vai passar e que Deus ainda vai me mostrar o que ele quer me ensinar com tudo isso.

Se me dão licença, vou chorar mais um pouco.



Escrito por Makoto® às 01:34:05

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ALEATEORIAS XXXVII

2011 começou e a verdade é que não tenho a mínima idéia de como será. Tenho certeza de que será melhor do que 2010, que foi um ano muito ruim mesmo, pelo menos para mim. A maioria das pessoas com quem tenho conversado também reclamou bastante do ano passado. Então, imagino que ele tenha sido mesmo complicado. Mas nenhum ano é totalmente ruim e muito menos ruim para todos. Aonde vamos parar com essa conversa? Não tenho a menor idéia, mas foi a primeira coisa que me passou pela cabeça no primeiro post do ano.

Há alguns anos que venho enfrentando problemas de saúde, alguns mais graves, outros menos mas não menos irritantes, todos ligados de um jeito ou de outro ao que parece ser o grande problema dos moradores das grandes metrópoles do século XXI: stress. O ano passado foi terrível nesse ponto. Não só tive que encarar o fato de que preciso cuidar melhor da alimentação por conta da pressão e da glicemia, mas também enfrentei a pior crise de depressão dos últimos anos, daquelas que fazem você ficar trancado por dias num quarto escuro sem a mínima força para sair e fazer o que deve ser feito. E o problema da depressão é que ela não afeta só o doente, mas as pessoas diretamente ligadas a ele. No meu caso, quem foi forçado a lidar com esse peso extra (no meu caso, bastante peso extra, ainda que eu tenha emagrecido bastante e de maneira nada saudável — mais uma vez, stress) foi o pessoal da escola, inclusive os alunos, que tiveram que se virar com as minhas faltas, e a Anna, que também ficou muito mal, afinal, não tem como o relacionamento continuar saudável quando um dos dois está tão perdido quanto eu estive.

Um amigo filósofo diz que a depressão existe quando há uma crise de valores, ou seja, há uma discrepância entre meus valores e o que percebo da minha atitude e da realidade. Se esse é o problema, duvido que haja uma solução, porque de modo algum eu vou conseguir fazer com que a realidade se ajuste aos meus valores e muito menos estou disposto a mudar meus valores para que se ajustem à realidade como percebo. Ao mesmo tempo, percebo que há mesmo uma inconsistência, porque pareço estar ajustando minha atitude à realidade, em vez de me manter apegado aos meus valores, o que, na prática, quer dizer que estou mudando meus valores, mesmo que não de maneira consciente. É impressionante como conseguimos nos enganar com tanta facilidade. Talvez a chave para resolver essa crise seja descobrir o que é mais autêntico aqui (meus valores ou minha atitude) e decidir qual é o correto.

Mudando de assunto, finalmente assisti Glee. Gostei bastante da concepção da série e alguns arranjos musicais são muito bons, mas está muito longe de ser uma série que eu consideraria imperdível ou que eu fizesse questão de comprar. O que mais me incomoda são as inconsistências das personagens. Volatilidade é uma característica adolescente e eu aceitaria isso nas personagens adolescentes, mas me incomoda muito ver que as personagens adultas são as mais voláteis da série. Também acho que falta ousadia nos arranjos. A maioria é só uma cópia simples do original, mudando apenas a voz. Mas a série tem momentos realmente tocantes, principalmente as apresentações nas competições. No final das contas, é bom ver um bando de adolescentes excluídos conseguirem superar os traumas e os obstáculos da vida para se colocarem num palco e cantar com a alma, mesmo que isso tudo seja só parte de um roteiro que, como eu já disse, não é lá muito consistente. É mais ou menos a mesma sensação que eu tinha quando acompanhava Fama, aquele misto de reality show e programa de calouros.

Terceiro assunto que me vem à cabeça: o blog. Será que este ano eu consigo gastar mais tempo com ele? Ou talvez eu continue gastando mais tempo no twitter. Reparei que, desde que aderi ao microblog, não tenho mais paciência para amadurecer idéias, o que explica as teias de aranha e a grossa camada de poeira que teriam se instalado por aqui se o blog fosse um ambiente real e não virtual. Preciso me disciplinar para pensar as coisas com mais calma outra vez. É claro que timing é importante, mas muitas idéias boas à primeira vista não são tão boas assim quando paramos para pensar. Acho que o twitter me viciou em pensar rápido demais e em quantidade. Acabei deixando a qualidade de lado. Não que o blog fosse grande coisa antes do twitter, mas também não era essa coisa lamentável que se tornou recentemente.

Último assunto por enquanto: como acontece todos os anos no início das férias, estou um tanto dolorido e cansado, tanto que ainda nem consegui inverter o fuso horário. Tenho dormido relativamente cedo para meu padrão de férias e acordado quase na hora do almoço. Ainda vou levar mais uns dias para voltar a dormir de dia e ficar acordado a noite toda, que é o que realmente gosto de fazer. Quando será que vão inventar uma escola que tenha aulas de madrugada para eu poder dar aula lá?



Escrito por Makoto® às 16:59:05

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FLASH XIV


© DC Comics

2010 passou rápido, mas não tanto quanto eu gostaria. Espero que o próximo ano seja melhor, porque 2010 foi duro demais.



Escrito por Makoto® às 14:38:50

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SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO (Scott Pilgrim vs. the World) (EUA) (2010)

Scott Pilgrim (Michael Cera) não é um jovem comum. Desempregado, sem grandes expectativas, dividindo um apartamento que mais parece um bunker com um amigo gay (Kieran Culkin) e com o peso de ter uma irmã caçula mais madura do que ele (Anna Kendrick), suas únicas preocupações são fazer sua banda conseguir um contrato com uma grande gravadora e a namorada chinesa que ainda está no colegial (Ellen Wong). Isso muda quando ele conhece Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead). Mas, para ficar com a garota dos seus sonhos, ele vai ter que literalmente lutar muito, pois contra ele se levanta a Liga dos 7 ex-Namorados Malignos.

Baseado numa das HQs mais comentadas do momento — Scott Pilgrim contra o mundo, escrita e desenhada pelo canadense Bryan Lee O´Malley e publicada no Brasil pela Companhia das Letras (por enquanto, apenas dois volumes de uma série de três) —, é, sem dúvida, um filme para ver e rever na tela grande do cinema e comprar o DVD (ou Blu-Ray, se você for um dos endinheirados que já comprou seu aparelho ou um daqueles viciados em tecnologia que não consegue esperar o preço baixar). Além da história recheada de absurdos hilários, existem tantas referências à cultura pop e nerd que eu talvez ainda precise de uma terceira sessão para encontrar todas. A fotografia, que realmente lembra as páginas de um gibi, e os efeitos especiais, que nos transportam para o mundo dos vídeo-games, ajudam a tornar a história muito dinâmica e mesmo os momentos mais simples do roteiro prendem a atenção da platéia. Outro ponto forte é a trilha sonora, pelo menos para quem gosta de rock progressivo ou curte o circuito underground. Só lamento que Black Sheep, uma das melhores músicas do filme, só venha no CD com a versão estúdio. Nada contra a vocalista Emily Haines (muito pelo contrário, curti muito a voz dela e até por isso estou procurando mais coisas da banda Metric), mas a voz da atriz Brie Larson é fantástica! Não é à toa que a versão do filme é cantada por ela!

Mas o melhor de Scott Pilgrim é o elenco! Além de uma caracterização visual que realmente lembra cada uma das personagens (com exceção de Cera, que na verdade não se parece fisicamente com Pilgrim e o Pilgrim dele é até bem diferente em espírito do original, mas é totalmente perdoável diante de uma interpretação soberba), todos eles são muito convincentes. Em nenhum momento se imagina que esse ou aquele foi colocado no filme só por ter um rosto bonito ou um corpo atraente ou por ser parente de algum poderoso chefão do estúdio. Estamos diante de uma geração de atores e atrizes realmente brilhantes, que conseguem fazer um filme que agrade jovens não só pela pirotecnia ou pela aparência, mas porque realmente sabem atuar. Espero que continuem crescendo. Destaque para Kieran Culkin. Ele consegue roubar a cena sem fazer você se desviar da história.

Não vou conseguir falar mais sobre o filme sem estragar as surpresas. Então, deixarei que vocês assistam e decidam se tenho razão ou se meu senso crítico cinematográfico saiu de órbita.

Uma última coisa importante: não entendo como esse filme não fez sucesso nos EUA! Por causa disso, só três salas em São Paulo o estão exibindo. Felizmente, sessões sempre lotadas, o que pode tirar um pouco do conforto, mas é muito justo. Espero que tenha longa vida em circuito e que vá para outras cidades. É um filme que merece ser visto.



Escrito por Makoto® às 20:59:41

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Sou quase assim, mas não tão bonito

Filipe Makoto Yamakami, 31 anos, sansei. Londrinense de nascimento, mas paulistano por adoção. Protestante neo-ortodoxo de criação e por convicção, membro de uma igreja wesley-arminiana, mas tem um pé no calvinismo. Ex-social-democrata, um neo-beatnik não muito convicto. Professor titular de História e, ocasionalmente, de Geografia e Filosofia na rede estadual e de História Eclesiástica na FTML, músico e escritor nas horas vagas e sempre fazendo planos de trabalhar como roteirista de quadrinhos. Apaixonado por jazz, cultura nerd, futebol e boa comida. Torcedor do São José EC, a Águia do Vale, e simpatizante do Juventus da Mooca. A apenas dois pontos da genialidade, a muitos pontos da humildade e muito mais longe ainda de ser um cara realmente bom, mas se esforça. Perdidamente apaixonado por Anna Russo, foi muito bom enquanto durou, mas nem tudo sai como sonhamos. Resumindo: um projeto em desenvolvimento.





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